Solitário em seu campo,
Capinava de sol a sol.
Via em seus cabelos brancos,
Suas rugas por todo o corpo,
Sua preguiça em levantar a enxada
E sua fraqueza em sustentar o arado
Bons motivos para morrer.
Na verdade, ele vivia esperando a morte passar.
Ninguém mais ali restou;
Sua mulher havia morrido,
Seus filhos foram para a cidade grande,
E ele estava só na sua roça;
No meio de uma imensa mata virgem.
Não tinha ninguém para prosear.
Os únicos sons que ele ouvia eram dos sapos à beira da lagoa,
Da sua vaca leiteira,
Do seu cavalo marchador
E do seu cachorro vira-latas.
Todos tão velhos quanto ele.
De repente,
Ele ouviu o barulho do vento passando.
Não era um vento comum!
Foi como se esse vento tivesse passado por dentro dele.
Ele sentiu que era a morte tão esperada que tinha ido buscá-lo.
O velho soltou o cavalo,
Deixou a vaca no pasto,
Matou o cachorro amigo,
Tacou fogo na casa,
E, abrindo os braços ao relento, gritou chorando:
“Estou pronto, me leva, por favor.”
Deixou o vento soprar o último sopro de vida.
E, caindo no chão,
Morreu em cima de uma velha camisa
Que lhe servia como tapete, e onde estava escrito:
“Não me esqueça, Brasil.”

Pastor, não achei outro meio de fazer contato. Sou missionário da JMN e tenho como aluno um velho conhecido seu. O Celivaldo Morães. Poderia nos dar mais dados sobre ele? Aliás, ele manda um abraço. Tem boas recordações do senhor. Pr. Hugo Eduardo. Cristolândia DF. dudumontes1@hotmail.com
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